Um texto para você não ler…

Um texto para você não ler…

Talvez os próximos parágrafos não sejam para você que chegou até aqui, ler. Mas a verdade é que não estou muito preocupado com isso no momento. Pois p

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Talvez os próximos parágrafos não sejam para você que chegou até aqui, ler. Mas a verdade é que não estou muito preocupado com isso no momento. Pois pode até ser que concorde com uma linha ou outra.

Sempre que eu me vejo sentando em frente o computador, com um bloquinho de rascunho em mãos, ou até mesmo digitando alguma “nota” no celular para lembrar uma ideia que gostaria de compartilhar aqui no blog, ou em alguma rede social que faço parte, é inevitável que eu pense primeiro: “o que que será que os outros vão achar disso”.

Esse sentimento é comum, creio eu,  na maioria das pessoas que se predispõem – botando a cara pra bater – a produzir algum tipo de conteúdo, seja ele de cunho opinativo ou não.

Não deveria ser assim, mas, infelizmente (?), é.

Essa “trava” de criatividade, colocando a frente um outro indivíduo, na minha opinião, é um dos maiores erros que podemos cometer na vida, seja profissional ou pessoal. A gente deixa de realizar muita coisa bacana por isso.

A gente acaba deixando de conhecer pessoas interessantes por isso. Por medo da opinião alheia, mesmo que essa opinião venha de pessoas completamente insignificantes, no sentido mais justo da palavra,  nas nossas vidas.

A gente sempre quer impressionar o próximo. O problema é que com isso, a gente acaba perdendo o foco de muitos objetivos pessoais. Deixando de realizá-los.

Será mesmo que você precisa da aprovação dos outros? Não sei, isso só você pode responder para você mesmo.

Com o passar do tempo, eu venho aprendendo que quanto mais a gente bota a cara a tapa, mas gente apoiando vai ter e, consequentemente, mais gente para te botar pra baixo, também. Tem uma frase do Eduardo Galeano, que gosto bastante, que diz:

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

Conheço e convivi com gente que, por não realizar nada relevante para si mesmo, tem como passatempo preferido, projetar a própria incapacidade de colocar ideias em prática no próximo. Se ele não é capaz de fazer, ou tem medo, o medo que disse no primeiro parágrafo do texto, não vai te incentivar, vai tentar, a todo custo e sem medir esforços, transferir medo para você. E neste caso, jovem Padawan, você vai precisar da força com você para não se entregar.

O nosso querido Facebook – ao qual compartilharei esse texto, também – está aí, sendo protagonista dessa alienação e desse poltronismo desenfreado que estamos vivendo. Um lugar onde falar mal do BBB, e compartilhar com todo o orgulho cult, links de aplicativos para bloquear assuntos sobre, seguido da frase “utilidade pública”, te torna mais inteligente, mas cuidar da vida desconhecida alheia no Facebook, é cool.

A caixinha azul, nada mais é que um reality show full time. Uma verdadeira batalha de egos é travada todos os dias, em prol de um único objetivo: provar que você está cada dia mais preocupado em mostrar como está mais certo que o outro. Sua verdade é sempre mais verdadeira que a do compartilhamento alheio. Aqui, eu posso citar outra fase do Galeano, que resume bem a cultura das aparências em que estamos vivendo:

“Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.”

Voltando ao BBB; se um programa de TV, como dizem por aí, é capaz de alienar (palavra bastante usada quando o assunto é a mídia de massa) uma pessoa, em pouco mais de uma hora, observando pessoas desconhecidas em diversas situações em que serão julgadas a cada episódio, onde essas pessoas estão confinadas em um local, ao meu ver, não é muito diferente do Facebook, por exemplo. Na verdade isso só consegue me provar o quanto as pessoas estão ficando cada vez mais vazias. O quanto as pessoas estão cada vez mais vivendo um mundo de verdades absolutas determinadas por si mesmo.

Todos somos donos da verdade, mesmo que essa verdade seja a verdade que nós, no ápice do nosso egocentrismo, acreditamos. Diz o velho ditado que, futebol, religião e política não se discutem. Discordo. Hoje em dia essa lista está muito maior.

Esse texto não tem como objetivo servir de auto ajuda para que você saia por aí expondo a sua opinião aos quatro ventos, sem se preocupar, mas sim, para talvez, pedir que sejamos mais tolerantes com a opinião alheia, colocando o bom senso na frente da coragem de expor a nossa opinião.

Pedir que tenhamos sempre em mente  que esse bom senso não seja motivo para deixar de produzir e realizar nossos projetos de vida.

A gente precisa viver, cada vez mais, menos vidas e mais a nossa vida. A gente precisa conviver com mais vidas diferentes da nossa, sem, necessariamente, precisar da aprovação dos outros para seguir em frente com os nossos ideais da forma como gostaríamos.

Bom, esse texto não era pra ser tão extenso, então, se leu até aqui, muito obrigado por dedicar esse tempinho para ler algo que, quem sabe, você concorde.

Tenham um ótimo e produtivo dia.

Até o próximo post.

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