Planejamento Estratégico: como escolher as pessoas certas para o seu projeto?

Planejamento Estratégico: como escolher as pessoas certas para o seu projeto?

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Maturidade profissional, visão estratégica e compreensão de escopo foram os assuntos abordados até agora nessa série sobre planejamento estratégico. No entanto, nenhum dos benefícios acima é tão importante quanto as pessoas que estarão envolvidas no seu projeto.

Um bom planejamento estratégico é feito de pessoas para pessoas. Não para o .ppt.

Vale ressaltar neste tópico que, nem sempre, a capacidade intelectual ou o conhecimento o do profissional escalado para determinado projeto é o que realmente vai dizer se ele tem condições de entregar os resultados. 

A pessoa ideal precisa caminhar em sinergia com a equipe, tendo controle emocional não só para comemorar o sucesso das ações, como também para entender que pontos críticos surgirão ao longo dessa caminhada .

Quando se trabalha em equipe é de vital importância que o gestor do projeto, ou responsável pelas demandas e entrega de resultados, entenda vai precisar escalar pessoas que saibam lidar com críticas (principalmente as negativas) e mudanças. Muitas mudanças.

Quando estamos falando de Planejamento Estratégico, principalmente com uma demanda mais focada em estratégias para o ambiente digital, é bastante comum nos depararmos com profissionais que se acham os donos da verdade. E isso é um grande câncer para o mercado todo.

É muito comum nos depararmos com profissionais que pensam saber tudo. E esse cara, jovem padawan, por melhor executor que ele seja, não terá nada a agregar nos seu projeto.

No vídeo acima, eu explico um pouco melhor sobre algumas situações e os porquês do cuidado ao alocar profissionais. Neste texto, eu gostaria de exemplificar, em momentos, como alocar as horas das pessoas ideais, pensando no desenvolvimento, andamento e execução do seu planejamento.

 

Escolhendo as pessoas por expertise no segmento de mercado


Ao dedicar as horas necessárias, tão faladas por aqui, no seu planejamento estratégico, você terá a capacidade de identificar os profissionais que vão estar ao seu lado, buscando por trabalhos/portfólios e filtrando o profissional/pessoa pelo segmento de mercado em que mais se adéque.

Não acho que este seja um critério obrigatório. Quando estamos falando de planejamento estratégico, seja de comunicação ou de marketing, um bom profissional tem que saber lidar com vários segmentos diferentes.

 

No entanto, se você optar por um um profissional que já trabalhou e que tem experiência em determinado nicho, pode ser que essa pessoa vá se desenvolver com mais agilidade, devida a vivência e experiência acumulada naquele segmento.

Assim como também defendo que uma pessoa que nunca trabalhou em determinado segmento, possa agregar ao projeto com uma empolgação que a outra pessoa às vezes já não tem mais.

 

Mas isso é uma opinião bastante pessoal. Cada projeto é único e vai te levar para um caminho diferente a ser tomado, seguindo alguns critérios, como tempo, complexibilidade e recursos disponíveis para a execução da estratégia.  O que nos dá um gancho para exemplificar o segundo caso, que um profissional terá que escalar pessoas para a execução do seu planejamento.

 

A escolha dos profissionais e execução do planejamento dentro de agências


No exemplo do parágrafo acima, ficou nítido que existiu certa liberdade maior na escolha do profissional, acreditando que estávamos lidando com um modelo menos engessado, e que o responsável pela execução do planejamento teria liberdade de alocar as horas dos profissionais que bem entender.

Na minha opinião, é um excelente modelo, pois a entrega do resultado final pode ser mais ágil e melhor. No entanto, vamos trazer para a realidade de agências e empresas que não “compram” a ideia de escalar terceiros dentro dos seus projetos e preferem usufruir ao máximo de sua equipe.

Acho extremamente válido, desde que a sua equipe tenha a capacidade de executar tal tarefa.

Bom, neste momento você deve ter achado estranho eu preferir escalar terceiros do que executar com a própria equipe interna. Pode, sim, parecer estranho em um primeiro momento.

Mas é uma prática comum e que me agrada, pois prefiro demandar a equipe interna, que tem total autonomia sobre a carteira de clientes, um papel de coordenação do projeto. 

No início da minha trajetória com agência, aprendi um pouco, com uma empresa em especial, como esse modelo de escalar terceiros pode ser ideal em muitos casos.

Mas, não vou me prolongar com explicações sobre modelos de negócios. Até porque cada empresa e empresário tem um repertório e uma experiência no mundo dos negócios que só compete a si próprio. O que mais me empolga em poder optar por terceiros é a capacidade de aprender com outros bons profissionais. 

Mas, voltando para as agências e como escalar as pessoas em um time limitado.

Vamos tomar como realidade uma empresa de pequeno/médio porte, com até 50 colaboradores.

Como escolher, entre os 50, apenas 10, por exemplo?

Se você pulou o dever de casa e não dedicou um bom tempo para pesquisar a fundo sobre o segmento de mercado e todas as suas características estratégica, para elaborar um escopo, qualquer pessoas que saiba executar o ferramental, será uma boa pessoa para o seu projeto.  Então basta a pesquisa inicial? Não.

Esse é a hora de você mostrar que observa o seu time e conhece as pessoas que estão ao seu redor. Assim você conseguirá entender quem será a pessoa mais empolgada e que agregará valor no seu time, sabendo escutar, sabendo receber críticas e, principalmente, entregando as demandas no prazo.

É um assunto e tanto, e eu poderia escrever pelo menos mais umas 5 páginas sobre o tema. Mas vou parar por aqui, pois não sou especialista em gestão de projetos e o risco de escrever alguma besteira, seria grande. Os parágrafos acima são baseados em estudos e nas minha vivência profissional ao longo deste pouco mais de 7 anos.
Se você leu até aqui, muito obrigado pela atenção e até o próximo JobCast. 😉

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