Os 3 P´s do bom senso nas Rede Sociais

Os 3 P´s do bom senso nas Rede Sociais

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Tá sem tempo para ler? Agora teremos alguns posts em formato de áudio. É só clicar no play e escutar. O conteúdo é uma reprodução do texto que você vai encontrar logo abaixo. 😉

Diga o que produzes e direi quem tu és. Tomei a liberdade de criar os meus próprios P´s.

Digamos que esse é um modelo de estratégia pessoal extremamente intuitivo e também pode ser chamado de ‘Os 3 P´s do Bom senso nas Mídias Sociais”. Só não pretendo escrever um livro sobre eles.

3 questões básicas e que podem fazer toda a diferença em como você é visto no ambiente digital.

Por quê?

Antes de compartilhar uma nova atualização de status com a sua rede de “amigos”, por acaso, você se pergunta o por que está fazendo aquilo? Obviamente, todo conteúdo compartilhado, dos mais vazios aos mais filosóficos, eles vem com uma carga emocional atrelada. Somos seres humanos e somos movidos a emoções. Mas, será que essa carga emocional faz sentido, ou é relevante para o seu circulo de amigos? Então, o primeiro P, eu diria que mais importante, é você saber o por que está compartilhando algo. Parece simples, mas muita gente não tem o costume de se fazer tal pergunta.

Evitar discursos de ódio ou filosofias das quais você não estudou sobre o assunto, apenas para parecer engajado com a causa e ganhar curtidas, ou seja lá qual for o indicador de sucesso do seu conteúdo que lhe fará se sentir bem, não é a melhor forma de construir uma imagem virtual saudável.

Converse com o seu ego antes de atira-lo aos 4 ventos e certifique-se de que você realmente precisa desabafar sobre o assunto. A Paula Romano, do blog Update or Die, publicou um excelente texto sobre como escrever pode salvar sua vida. Nós temos sim, a necessidade de nos expressar, mas, muitas vezes, o problema que está dentro da gente não precisa ser compartilhando. Abaixo, um trecho do texto que resume bem o que estou falando. Recomendo que leiam o texto da Paula, linkado acima.

paula-romano“Os problemas normalmente estão dentro da gente; a culpa não é externa é interna. Algo pode ter ocasionado, mas se transformar em um martírio tem muito mais a ver a como você reage do que o fato em si.

Sempre dou o exemplo usando preconceito. Quando a gente sente preconceito, a culpa não é do outro, a culpa é nossa, porque o sentimento é nosso. São os nossos julgamentos. E isso é com tudo na sua vida.

Por isso, a minha recomendação aqui é: escreva.”

Pra quem?

No primeiro ”P”, falamos sobre o círculo de amigos e a importância de entender  do que estamos falando e os “por quês” do discurso de atualização. Conhecer quem te acompanha nas suas redes sociais, para não sair por ai compartilhando causas vazias ou discursos sem conhecimento de causa é parte do segundo “P”.

Já parou pra pensar que você tem uma audiência maior do que imagina, e que pessoas estão tirando conclusões sobre você, diariamente, apenas pelo tipo de conteúdo que produz ou compartilha nas suas redes?  Infelizmente essa é a realidade e as pessoas se interessam mais pela vida alheia do que nós imaginamos. É a inversão do modelo panóptico, onde nós somos os prisioneiros.

Mas, isso tem um lado bom, pois se você sabe com quem está conversando, pode ampliar seu network, sua rede de amigos e dialogar com pessoas do mesmo interesse e fazer novas amizades; acreditem, ainda é possível fazer isso pela internet.

Entenda quem é, o que come e onde vive a sua audiência e tire proveito disso. Seja estrategista e construa uma audiência que te acrescente em algo produtivo.


Pra quê?

Então, já que você já sabe “por que” está falando e “pra quem” está falando, agora basta entender o objetivo da mensagem que produz. Normalmente esse é o “P” mais grave, uma vez que não definimos bem os dois “P´s” iniciais, o terceiro “P” desanda e acaba se transformando em conteúdos sem contexto ou que nada condizem com a sua personalidade e com quem você é de verdade. Você não precisa viver um personagem fictício, basta dirigir o protagonista que já existe em você e saber que sua mensagem será interpretada por vários outros atores.

Na internet você pode ser quem quiser, tente escolher o personagem certo.

Não precisamos de muito para exemplificar como esse terceiro “P” é o mais difícil de se manter, é só observar como a maioria das pessoas hoje em dia tem discutido sobre política, futebol e religião nas redes sociais. Sim, os três temas ditos proibidos de se discutir.

A coisa é tão séria que amizades de anos estão se desfazendo, casais estão brigando e, em casos mais radicais, saindo do ambiente digital e se transformando em agressão física. E isso em troca de quê? Absolutamente nada.

Então, antes de apertar o “enter” e mostrar seu ponto de vista sobre algo, pergunte-se: pra quê? Não deixe a carga emocional acumulada falar mais alto que o que você realmente defende.  Na vida é importante tomarmos atitudes, mas, mais importante ainda, é ter objetivos claros sobre elas. Então lembrem-se de perguntar, SEMPRE, “pra quê farei isso?”

Complemento

E, para complementar este post, gostaria de convidá-los a ler um artigo da Cristiane Ferle, que aborda o mesmo tema: bom senso nas redes sociais e mostra alguns números que discursos de ódio vem produzindo ao longo dos anos, e uma entrevista com ilustríssima Martha Gabriel, dada ao Globo News.

Espero que, de alguma forma, este conteúdo tenha despertado algum tipo de reflexão sobre esses 3 P´s que criei especialmente para debater um pouco com vocês sobre comportamento e marketing pessoal nas redes sociais.

Se você gostou do post e ele se encaixar nos 3 P´s, compartilhe com seus amigos!

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