O que Mad Men pode ensinar sobre comunicação

O que Mad Men pode ensinar sobre comunicação

  Se você acompanha a série Mad Men, certamente já percebeu muitas nuances que o fazem repensar o ofício de quem trabalha em Comunicação. Caso

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Se você acompanha a série Mad Men, certamente já percebeu muitas nuances que o fazem repensar o ofício de quem trabalha em Comunicação. Caso você não conheça, vale a pena assistir à produção norte-americana que exibiu seu último episódio recentemente. A história, que se passa em grandes agências publicitárias da Madison Avenue durante a década de 1960, é repleta de intrigas que prendem não só o público interessado em Publicidade & Propaganda, mas também aqueles que apreciam um bom drama televisivo.

O nosso foco aqui é analisar as cinco características de Mad Men que podem enriquecer qualquer estudo ou debate a respeito da Comunicação.

 

1 – Conhecer a ideia que se quer vender

Ao longo das sete temporadas, podemos perceber que o protagonista da trama, Donald Draper (Jon Hamm), se destaca não só pela sua genialidade criativa, mas, principalmente, por conhecer o âmbito de cada produto, ideia ou serviço que pretende vender.

Não se atinge o público-alvo do seu objeto de venda se quem o vende não sabe do que está falando.

2 – Ser confiante

Além do conhecimento, a confiança também é essencial para se vender uma ideia, produto ou serviço.

Donald Draper adota uma política semelhante à de um grande nome do marketing: “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas” (Steve Jobs). Portanto, se o dever de casa foi cumprido da devida forma (item 1), a confiança é o último obstáculo para vencer e alcançar o convencimento.

 

3 – Criatividade é pré-requisito básico

Não é simplesmente através da criatividade que um comunicador alcança o objetivo visado. Criar ideias inovadoras não vale de nada se não sair da cabeça ou do blá-blá-blá. Donald Draper é considerado um gênio, mas não foi simplesmente por “ter boas ideias”.

Sensatez, racionalidade, além, é claro, da dupla-clichê “esforço e dedicação” são os primeiros a receber o devido reconhecimento, principalmente quando o resultado é extremamente positivo.

 

4 – Críticas são necessárias

Sim, é preciso ter confiança no discurso, ideia ou produto que se vende, no entanto, mais importante do que a confiança, é ter noção que o ser humano não alcançou o patamar onipotente que tanto almeja. Somos falhos e nem sempre percebemos os erros por conta própria.

[SPOILER DA 1ª TEMPORADA]

Peggy Olson (Elisabeth Moss) (atriz) se tornou redatora da agência Sterling Cooper não só por demonstrar um tino criativo fora do comum, mas também por ser capaz de tirar o melhor de si quando uma ideia era reprovada por Draper, seu diretor de criação.

[/SPOILER DA 1ª TEMPORADA]

 

5 – Conheça os princípios da retórica e da dialética

A filosofia grega pode se datar antes de Cristo, mas o que ela tem a nos ensinar ainda é muito válido.

É importante saber convencer o seu interlocutor a respeito da validade do que está sendo vendido no discurso; isso é a retórica. Da mesma forma, também é necessário que o debate entre diferentes tipos de ideias levem a uma nova ideia, mais clara e objetiva; essa é a dialética.

Ao longo da série Mad Men, um discurso fica muito claro na mente do telespectador: se a ideia é criativa, mas não trouxe benefício para o cliente, a missão não foi cumprida. Por se tratar de um ambiente publicitário, o discurso acima é dialogado com o principal objetivo de toda agência: vender.

Este discurso se adapta a qualquer comunicador. Se a ideia é inovadora e criativa, mas não alcançou o seu objetivo principal, essa ideia falhou.

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