Novo comercial da Johnnie Walker: que texto do caral%*

Novo comercial da Johnnie Walker: que texto do caral%*

A redação publicitária que consegue não ser publicitária. Se existe algo que eu admiro na propaganda, principalmente em filmes publicitários, é a red

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A redação publicitária que consegue não ser publicitária.

Se existe algo que eu admiro na propaganda, principalmente em filmes publicitários, é a redação. A redação simples, bonita e sem rodeios. A redação publicitária objetiva. A redação publicitária que consegue não ser publicitária, aos olhos, até mesmo, do profissional de propaganda. Aquela redação que você escuta – ou lê -, e, logo em seguida solta mentalmente um “puta que pariu”, que texto do “caralho”.

Aquela que envolve contexto estratégico e posicionamento nas entrelinhas de um curto (literalmente) e odiado pela maioria, espaço de tempo, e, ainda sim, consegue emocionar por cumprir o seu papel e dialogar de forma sutil sobre os objetivos da marca. Aquela que o redator levou horas para entender que precisa dizer muito, em poucas e boas palavras.

Quanto mais simples e bonita, na minha opinião, mais difícil a conclusão. Melhor o resultado final. Para a marca, para o consumidor, para a agência. Para as pessoas.

Se existe algo que eu admiro na propaganda, esse algo é, sem sombra de dúvidas, a redação. Talvez por não ser diretamente envolvido com ela, ou por não ter tido experiências mais profundas na área. Admiro, de verdade, bons redatores.

A verdade é que eu prefiro continuar sendo um expectador. Um consumidor de bons textos.

Como profissional, é claro, é impossível não aplicar a visão criteriosa e estratégica do contexto como um todo, para que eu não perca o entusiamos de soltar aquele “puta que pariu”, quando me deparar com bons textos publicitários. Aqueles que nem se parecem publicitários. Nessas horas, eu sinto um pouco de inveja de quem não respira esse universo profissionalmente. O famoso público alvo da comunicação. Aquele público que a gente aprende na faculdade que temos que emocionar a ponto de provocar o desejo do consumo.

A verdade é que esse post nem era pra falar sobre redação, apenas. Era pra falar sobre o novo comercial da Johnnie Walker, que, diga-se de passagem, tem um belo texto. Não sei se os redatores de plantão vão concordar, mas se paramos para analisar o contexto da criação, não é apenas uma texto. É uma baita de uma redação publicitária que nem parece publicitária.

É simples. Direta. No entanto, abre um universo de possibilidades para analisarmos como eles foram certeiros na mensagem. No posicionamento. Enfim, acabei aproveitando para, de alguma forma, e com palavras, dizer que eu admiro bons redatores.

O filme é criação de estreia da CP+B Brasil, e tem como título “A Chama”. Se você acompanha a comunicação da Johnnie Walker, vai perceber que não é a primeira vez que eles batem na tecla do otimismo nas campanhas nacionais. Um bom exemplo disso é o filme “O otimismo te leva mais longe“, publicado por aqui há uns meses atrás.

 

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