LinkedIn Pulse: produza, não copie

LinkedIn Pulse: produza, não copie

Pela terceira vez, em menos uma semana, me deparei com algo que vem se tornando comum entre algumas pessoas, depois que o LinkedIn liberou o LinkedIn 

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Pela terceira vez, em menos uma semana, me deparei com algo que vem se tornando comum entre algumas pessoas, depois que o LinkedIn liberou o LinkedIn Pulse (uma especie de blog do LinkedIn) para perfis no Brasil: a cópia descarada de artigos de terceiros para serem publicados nos seus perfis pessoais.

Vamos ter um pouco de ética?

Não funciona bem dessa forma. Plágio de conteúdo é umas das atitudes que eu – e creio que outros profissionais – mais abominamos.

O LinkedIn é uma Rede Social em que você tem passe livre para se cadastrar. Então, comporte-se, você está sendo avaliado pelos seus atos.

O LinkedIn pulse é um recurso extremamente útil para quem gosta de produzir conteúdo. Notem que eu disse para quem gosta de PRODUZIR conteúdo. Para aquele usuário que tem vontade de compartilhar conhecimento e não está com muita paciência, não tem tempo ou não tem um objetivo de manter um blog mais estruturado com tema específico e por aí vai.

O Pulse é um recurso para você criar conteúdo sobre temas relacionados a sua área de atuação, que seja relevante para sua rede de contatos, e para que isso possa gerar discussões em torno do SEU conteúdo. Seus estudos, suas pesquisas e pontos de vista.

Se não é seu, divulgue da forma certa.

Para compartilhar conteúdo de terceiros, o mais ético e legal, tanto para o autor, quanto para o site que foi publicado originalmente (e para você mesmo), é publicar o link do site responsável pelo artigo na sua timeline, ou em grupos de discussão. Até na página da sua empresa, caso ela tenha, pode ser legal divulgar. Nesse caso, é sempre bom analisar de forma mais crítica e ver se o conteúdo abordado tem a ver com o propósito comercial da sua empresa.

Copiar e colar conteúdo dos amiguinhos, que dedicaram tempo em estudar sobre o assunto, pesquisar sobre fontes e, principalmente, opinar sobre determinado tema, não é legal (nos dois sentidos da palavra).

Por mais que você tenha citado o autor láááá no final do texto copiado, se você não tem a acrescentar, se o artigo não é seu, e você quer apenas divulgar o conteúdo, repito: publique na sua timeline, divulgue em grupos de discussão, convide, até o autor para essa discussão, por que não?

Garanto que isso vai ser muito melhor para ambas as partes. O autor terá o conteúdo divulgado direto na fonte em que foi publicada, e você ainda ganha a oportunidade de se relacionar com profissionais que você compartilha da mesma opinião ou gosta da visão de mercado que aquele profissional desenvolveu sobre determinado assunto.

Até porque, eu acho que já disse algumas vezes por aqui sobre o Mantra que pode te ajudar a entender sobre o LinkedIn, certo?

Se gostou desse texto, outro dia compartilhei algumas sugestões de comportamento no LinkedIn, aqui e aqui. E, se você quiser conhecer algumas ferramentas que podem identificar plagiadores, o Cícero Nogueira, um dos profissionais que acompanho no LinkedIn, listou 4 ferramentas gratuitas que podem ser bem úteis, aqui.

Bom, no mais, é isso.
Até o próximo post.

COMMENTS

WORDPRESS: 4
  • comment-avatar
    Eduardo 3 anos

    Legal Edson, sua mensagem é certeira?

    Mas e seu eu quiser copiar conteúdo meu já publicado no meu próprio blog para o Linkedin, a fim de buscar maior público, posso? Ou existe alguma restrição?

    Para mim fica inviável duplicar minha produção de conteúdo para atender dois canais.

    Qual seria a melhor forma de explorar o conteúdo que já produzo no Linkedin Pulse?

    Obrigado!

    • comment-avatar

      Opa! Valeu pelo comentário, Eduardo.

      Seguinte, a prática recomendada e “correta” é que você evite conteúdos duplicados. Entendo perfeitamente que não é fácil alimentar mais de um canal e eu mesmo já dupliquei conteúdo do blog no LinkedIn. Quando fazemos isso, o Google entende e prioriza a fonte primária do conteúdo e pode, inclusive, penalizar seu site. Muita gente faz isso, mas não é o “correto”. O que eu tenho feito para evitar isso é reduzir a frequência de conteúdo publicado em alguns canais e priorizar outros. No Joga o Job, por exemplo, tenho uma frequência maior de conteúdo do que no meu site pessoal, são audiência parecidas, mas ainda sim, prefiro segmentar o tipo de conteúdo ( http://edsoncaldasjr.com.br ). Até tenho alguns replicados por lá, mas foi pra completar o tema que usei. Lá eu publico um conteúdo por semana. Uma dica bacana é usar e abusar do Google Analytcs pra validar os tipos de conteúdo para cada meio que vá recebê-lo.

      Resumindo, as boas práticas de produção de conteúdo não recomendam a réplica, não apenas para evitar a redundância como também pelos fatores técnicos estabelecidos pelos algorítimos dos buscadores. Hoje, eu dia eu prefiro focar na qualidade do que na quantidade, distribuindo conteúdos diferentes onde estou presente. Outro motivo é que, quando você replica, você pode perder a audiência nos outros canais. Se eu estou produzindo o mesmo conteúdo para várias plataformas eu dou a liberdade da minha audiência escolher apenas o que mais lhe agrada, ao contrário de quando você produz diferentes conteúdos, faz om que a pessoa te “visite” nos seus outros canais, exatamente por serem alimentados com conteúdos diferentes.

      Bom, espero que tenha ajudado de alguma forma. Novamente, obrigado pelo comentário! 🙂

  • comment-avatar
    Eduardo 3 anos

    Edson, a primeira frase do meu comentário não é uma pergunta, é uma afirmação 🙂 Erro de digitação.

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