A Cultura do Estupro e a responsabilidade do mercado de redes sociais

A Cultura do Estupro e a responsabilidade do mercado de redes sociais

Desde o triste ocorrido com a menina de 16 anos no Rio de Janeiro, a importância de se discutir sobre a Cultura do Estupro entrou em evidência em vá

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Desde o triste ocorrido com a menina de 16 anos no Rio de Janeiro, a importância de se discutir sobre a Cultura do Estupro entrou em evidência em vários canais de comunicação e publicações das pessoas nas redes sociais.

No entanto, mesmo com tanta informação disponível, ainda é comum nos depararmo com a desinformação.

Ou até mesmo com o não entendimento do que realmente significa a Cultura do Estupro, pelo simples fato de as pessoas não entenderem o significado da palavra cultura em contexto social. A grosso modo dizendo, na cabeça de muitos, se é cultura, é bom.

Não é a minha ideia entrar em detalhes, até porque eu não sou cientista social e provavelmente falaria alguma besteira por aqui.

No Jobcast 11 eu resolvi trazer uma questão que, na minha opinião, foi muito pouco explorada: a importância dos grandes players do mercado de rede social em se atinarem para uma questão: eles são os grandes influenciadores e precisam entender que é necessário começar a refinar os filtros de conteúdo de suas plataformas.

Vide exemplo o Facebook, que vem trabalhando diariamente para que o seu algorítimo entenda de maneira cada vez mais inteligente o contexto do conteúdo, e não permita que determinada comunicação entre na rede. Pelo menos quando o assunto é mídia programática, os filtros já funcionam muito bem.

Somos mais conectados que os Jetsons

Somos todos habitantes de um ambiente que já ultrapassou o físico há muito tempo e estamos mais conectados e mais virtuais que os Jetstons. Se é pra lutar contra algo e se manifestar, que seja não apenas para aparecer.

As marcas precisam ser responsavelmente sociais de verdade. No JobCast 09, que falei sobre “Como as marcas podem aproveitar o atual momento político”, dei a minha opinião sobre o posicionamento em vão, apenas para aparecer. No entanto, nesse caso, tratando-se de um assunto de tal importância, os cuidados devem multiplicados. Triplicados.

No vídeo a cima, eu cito o porquê eu achei que o posicionamento do Spotify foi, de certa maneira, oportunista, e explico um pouco sobre o que eu julgaria realmente válido, não só para o Spotify, mas para vários outros grandes players do mercado de redes sociais.

Muitos deles detém de recursos e tecnologia suficientes para fazer valer de fato um posicionamento que faça a diferença de verdade. Principalmente visto o tamanho da audiência diárias da maioria das plataformas. No caso do Spotify, por exemplo, o serviço deles é um dos principais “agentes” influênciadores da sociedade, quando o assunto é Cultura do Estupro.

Por que usei como exemplo o Spotify?

Depois de ler a notícia que um Funk chamado “bumbum granada”, segundo o portal G1, havia batido recorde de ouvintes na plataforma, vendas no iTunes e batido a marca de mais de 43 MI de visualizações no YouTube, tive a infelicidade de assistir e ouvir uma produção, cujo o único propósito é a completa objetificação da mulher, como muitas produções do gênero.

Infelizmente a culpa não é somente das plataformas, pois se tem audiência, as pessoas, é claro, tem grande culpa no cartório também.

Pra finalizar, gostaria de deixar claro que a minha indignação não é com o gênero; é com o contexto. Seja funk, pagode, rock, o contexto deve sempre ser avaliado se a ideia for realmente fazer valer. Manifestar-se para se fazer de bom moço, nos dias de hoje, não dá.

 

Abraços e até o próximo JobCast. 😉

 

 

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